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Bananas e o dia em que o Brasil oficializou um comediante como presidente


por Fernando Duarte
Bananas e o dia em que o Brasil oficializou um comediante como presidente
Foto: Reprodução/ Facebook
Em um dia em que um órgão federal colocou o resultado do PIB de 2019 abaixo da própria expectativa, o Brasil foi temporariamente governado por um palhaço. Pelo menos de maneira praticamente oficial dessa vez. O comediante Márvio Lúcio, popularmente conhecido como Carioca, foi escalado para interpretar um famoso - e escatológico - personagem brasileiro: o presidente Jair Bolsonaro. Fantasiado de chefe da Nação, Carioca distribuiu bananas a jornalistas e fingiu responder sobre o "Pibinho".

Talvez o comediante profissionalizado soubesse um pouco mais de economia do que o ilustre presidente da República. E, por mais que haja o mérito do terceiro ano consecutivo com crescimento, ainda que tímido, o resultado é muito mais por conta do otimismo do mercado com o posto Ipiranga Paulo Guedes. Ok, Bolsonaro tem o mérito de tê-lo colocado como ministro da Economia. Mas entre Carioca e Bolsonaro, pelo menos o ex-integrante do Pânico deve ter vivido por menos tempo dependente do governo do que o atual presidente, então as noções de economia tendem a ser mais próximas da realidade.

Superemos o péssimo gosto da substituição temporária. O Sensacionalista foi até feliz ao falar que finalmente descobrimos o limite do humor. Aquela cena em frente ao Palácio da Alvorada ultrapassou o constrangimento por si e não chega a ser necessário muito esforço para julgá-la. As bananas aos jornalistas simbolizam duas opções: ou realmente integramos um circo repleto de palhaços ou fomos animalizados ao ponto de esquecermos o nosso papel enquanto sociedade. Porque, enquanto se bestializava a imprensa, eram outros macacos de auditório a aplaudir e rir daquele momento patético. 

Voltando ao PIB, vamos dar a César o que é de César. A economia brasileira segue a pleno vapor em total sinal de recuperação. O resultado divulgado pelo IBGE, abaixo do projetado ao longo de 2019 pelo governo, é fruto da imprensa que merece bananas. Não comentários sobre o que o pode ser feito para alavancar o emprego e a renda no Brasil. A "extrema imprensa" é isso. Um câncer na nação que, para tratar, melhor colocar um presidente fake no lugar. Se bem que pode melhorar: um comediante profissional - de gosto duvidoso -, mas que pelo menos ganha a vida honestamente tentando ser um palhaço. E não governando um país. 

Fonte bahia Noticias

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