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Infectologistas defendem vacinação em adolescentes para frear disseminação do vírus


Expectativa é de que, com novos testes, imunizantes recebam a liberação para vacinar público alvo 


Fonte Bahia.ba
Foto: reprodução do site/GOVSP
Foto: reprodução do site/GOVSP

 

O início das aulas semipresenciais na Bahia e em outros locais do país, trouxe uma discussão de volta à tona. A vacinação contra a Covid-19 em crianças e adolescentes é segura? No Brasil, apenas a vacina da Pfizer tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser aplicada neste público alvo.

Ao bahia.ba, a infectologista Dra. Clarissa Cerqueira ressaltou, nesta quarta-feira (21), que a inclusão dos adolescentes no calendário de vacinação é extremamente importante para impedir a disseminação do vírus e suas variantes.

“A importância da vacinação desse público, é que como são as pessoas mais ativas, que saem e aglomeram mais, elas também acabam adoecendo mais e transmitindo o vírus com mais facilidade. É importante vacinar para evitar que essa faixa etária adoeça e perpetue o ciclo de transmissão. Com o início das aulas, essa faixa etária vai circular mais ainda”, disse.

Procurado pela reportagem, o infectologista Dr. Adriano Oliveira também se mostrou a favor da vacinação deste público alvo.

“As vacinas que estão liberadas para as faixas etárias mais baixas são as vacinas da Pfizer, dessas que estão aqui no Brasil. Estão liberadas para o público a partir dos 12 anos de idade. É absolutamente seguro vacinar este tipo de população e, na minha opinião, é seguro vacinar pessoas até mais jovens do que isso. A importância de vacinar esse grupo, essa faixa etária que raramente vai adoecer gravemente por Covid-19 , é que ela pode disseminar o vírus para outras faixas etárias mais suscetíveis”, disse.

Adriano, no entanto, salientou que para serem autorizadas, todas as vacinas necessitam de testes que comprovem a segurança e eficácia no grupo para qual serão indicadas.

“Quanto maior o número de faixas etárias pudermos vacinar, mais facilmente vamos tirar o vírus de circulação e diminuir a chance de termos novas ondas. Concordo que sejam vacinadas faixas etárias que foram devidamente testadas e comprovadamente seguras para que sejam vacinadas, não é fazer alguma coisa totalmente fora de bula”, acrescentou.

A expectativa é de que, com novos testes, outros imunizantes recebam a liberação no Brasil.

Um estudo publicado na Revista Científica ‘The Lancet Infectious Diseases’ demonstrou que a vacina Coronavac desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, é segura para a população de três a 17 anos. As conclusões foram obtidas nos estudos clínicos conduzidos pela Sinovac e publicados em um comunicado no site da farmacêutica.

O Butantan, por meio de uma nota publicada em seu portal oficial, informou que o estudo avaliou 550 crianças de três a 17 anos para medir a segurança, a tolerabilidade e a imunogenicidade da aplicação de duas doses da Coronavac com um intervalo de 28 dias entre elas. Após a segunda dose, a vacina foi capaz de gerar anticorpos em 96% dos voluntários do estudo.

No entanto, até o momento, a Coronavac e outros dois imunizantes aprovados no Brasil, Oxford e Janssen, têm indicações para aplicação somente em pessoas acima dos 18 anos.


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