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Zé Cocá comemora aprovação de aumento de repasses para municípios: Uma reparação

 


Presidente da UPB

 ressaltou "obrigações

 que os municípios vêm

 acumulando desde a

 Constituição de 88" e

 disse que ação

 "equilibra a

 distribuição dos

 recursos"




Foto: Divulgação/UPB
Foto: Divulgação/UPB

 

Após a Câmara dos Deputados aprovar nesta quarta-feira (6), em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 391/17, que aumenta em 1 ponto percentual os repasses de alguns tributos da União para as cidades, por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Zé Cocá, comemorou o avanço da pauta no Legislativo.

“Para nós significa uma reparação das tantas obrigações que os municípios vêm acumulando desde a Constituição de 88. É uma ação que equilibra a distribuição dos recursos, hoje concentrada na esfera da União, e tem impacto direto na ponta, onde as prefeituras prestam o serviço ao cidadão. É o ideal? Achamos que não, mas é um passo importante para equilibrar essa relação federativa da divisão do bolo tributário nacional”, explica o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Zé Cocá, que também é prefeito de Jequié no Sudoeste baiano.

Por já ter sido aprovada em dois turnos no Senado e não ter sofrido alteração na Câmara, a proposta segue para promulgação. Durante o período de tramitação da matéria, a UPB e a Confederação Nacional de Municípios (CNM) atuaram fortemente na articulação junto aos deputados federais e senadores a favor da aprovação, que acabou sendo conquistada na data em que é celebrado o Dia do Prefeito.

Os municípios, por meio do FPM, já dispõe de 22,5 pontos percentuais dos 49% da arrecadação total do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Com a PEC, o percentual repassado às prefeituras alcançará 23,5 pontos percentuais.

O texto aprovado prevê que o acréscimo será escalonado, sendo 0,25 ponto percentual em 2022; 0,25 em 2023; 0,5 em 2024 e 1% no ano seguinte. Desde a Constituição Federal de 1988, esse repasse foi ampliado por duas vezes, primeiro com o 1% a mais repassado no mês de dezembro, como forma de subsidiar o pagamento do décimo terceiro dos servidores e fechamento de contas de um exercício para outro, e mais 1% creditado em julho, conquistado com o protagonismo da luta iniciada ainda na Bahia com a Campanha SOS Municípios.


Por bahia.ba

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