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O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, confirmou a exclusão de, pelo menos, 1,55 milhão de segurados do Bolsa Família. O contingente se refere aos cidadãos identificados com irregularidades nos cadastros, e já não farão mais parte da folha de pagamento a partir de março.
A exclusão de cadastros irregulares do Bolsa Família faz parte do pente-fino implementado pelo Governo Federal. Na prática tem sido feita uma averiguação cadastral no intuito de conferir se os atuais beneficiários cumprem à risca os critérios de elegibilidade do programa.
A execução do pente-fino do Bolsa Família está associada aos dados fornecidos durante a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico). O sistema que funciona como uma espécie de banco de dados da população de baixa renda, é a porta de entrada para este e outros programas sociais.
Portanto, a verificação abrange não só o cumprimento das normas do programa em si, como também do sistema do CadÚnico. O princípio foi baseado na descoberta de 2,5 milhões de beneficiários indevidamente contemplados pela transferência de renda.
O número faz parte de uma parcela de 10 milhões de beneficiários que precisarão atualizar os dados cadastrais junto ao CadÚnico. Atualmente, o sistema do Governo Federal possui cerca de 40 milhões de registros. O montante dos 2,5 milhões corresponde a 11% do total de segurados do programa.
Todos esses segurados com irregularidades nos dados cadastrais correm o risco de passarem por cortes no Bolsa Família. O “limpa” na folha de pagamentos acontecerá por meio do pente-fino que já começou e deve percorrer todo o mês de fevereiro e março. O objetivo é deixar no quadro de beneficiários somente os cidadãos vulneráveis que cumprem à risca as regras do programa.
Fonte FDR